mercredi 2 janvier 2013
... dans l'appartment !
Depois de muito perambular, encontro um apartamento mobiliado em um bom lugar para os meus afazeres parisienses. Localizado à Rua Popincourt, último andar, digno de uma cobertura da classe média..., a 150 metros da estação Metro Voltaire. Interessante em termos de segurança, próximo à Prefeitura do 11° arrondissiment, situado em um condomínio fechado, uma pequena rua privada calçada por paralelepípedos, onde há edifícios residenciais e ateliês de artistas e zelador.
Adorei o lugar como já disse, ótimo para os meus afazeres na pequena oficina de costura, o lugar é excelente, tranquilo, longe do tráfego e poluição, onde posso abrir as janelas todas as manhãs
A poucos minutos da Bastille, do Rio Seine e de Le Marais (a zona mais antiga de Paris), a 50 metros está a Rue de La Roquette, muito movimentada que conduz até à Bastille.
Muito próximo também está a Place D'Aligre e o famoso Cemitério Père-Lachaise.
É um lugar excelente para passar a temporada, para o trabalho, uma área nos moldes parisiense onde há bons "cavistas" (vendedores de vinho), bares, restaurantes e comida francesa. E mais, no ap tem Wi-Fi e internet com ADSL.
Agora, vou organizar a casa, depois de alguns dias de hotel e aproveitar o Marché D'Aligre para as compras de frutas, verduras e carne... (ahah... será que encontro o bife brasileiro?!).
Sinto-me mais segura, até por ficar mais próxima dos meus anjos da guarda, a "Louise e Jim" que me orientam, auxiliam nesta jornada.
BALADE PARISIENNE (DES PRENOMS)
mardi 1 janvier 2013
Sob Dois Olhares
Pôr-do-sol no Rio Seine em Paris - France
Pôr-do-sol no Rio Negro
no Pantanal de Mato Grosso do Sul – Brasil
« Ah o amor ... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei
porque... »
(Carlos Drumond de Andrade)
Por onde anda o seu pensamento?
(by Fernanda Dannemann)
A minha mente é um cavalo selvagem, e montada
nela é que vivo neste mundo.
Todo cuidado é pouco quando se trata deste
cavalo, porque ele tem vontade própria e, se não for domado, é capaz de me conduzir
a qualquer lugar, inclusive aos piores: houve um tempo em que vivi por lugares
terríveis, ao lado de más companhias e num inverno glacial e sem fim. Não me
dava conta de que sair dali dependia unicamente da minha própria decisão;
bastava, apenas, um pouco de força de vontade. E, claro, de decisão.
Certa vez, eu voltava para casa caminhando por
uma rua linda e cheia de árvores, quando, de repente, quase que por milagre, me
dei conta de que a tarde estava linda: senti o calor daquele dia, vi a luz do
sol entre as folhas, as pessoas com suas roupas coloridas, o sorveteiro, os
cachorrinhos, o portão da escola, as crianças, os carros passando, o mar lá
adiante. Foi um susto, uma surpresa. E então olhei para dentro de mim e cheguei
a sentir a umidade daquela rua escura que eu habitava, cheia de gente
desesperada e sem a esperança de uma manhã gloriosa. Uma rua perdida na noite,
onde eu me sentia (e era, de fato) prisioneira dos meus sentimentos ruins: a
autopiedade, o pessimismo, o ressentimento.
Foi naquele momento que me dei conta de que,
ainda que a realidade esteja difícil, temos que tomar conta, o tempo inteiro,
de por onde vai a nossa mente. Domar o cavalo selvagem e irracional que temos
em nós, mas que também é forte, veloz, voluntarioso... feito só de impulso e
instinto. Fazer dele um servo, não permitir que ele seja o senhor. Entendi o
que quis dizer um mestre budista que conheci certa vez, quando aconselhou:
-- Vigiai!
E passei a vigiar a minha mente, a recusar os
pensamentos destrutivos da mágoa, da desesperança, do medo e da angústia.
Quando o cavalo entra por estas ruas, eu o conduzo pelos caminhos da alegria,
tratando logo de evocar uma lembrança feliz ou uma expectativa boa. E mesmo que
ele tenha relutado no começo, rapidamente se deixou domesticar, porque tudo
nesta vida é uma questão de treino e de persistência.
Quando dei por mim, já habitava outro mundo, e
meu cavalo seguia manso sob o meu comando, levando-me somente a lugares em que
eu era feliz por estar. Hoje conheço sua força e sei lidar com ela: entendo bem
sobre os seus perigos e armadilhas, afinal, sua essência é a de um animal
selvagem. Mas o mais importante de tudo, é que descobri também a minha força, e
entendi que nada pode ser mais veemente que a vontade de ser feliz.
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