mardi 9 avril 2013

93 Milhões de Milhas..


“Home, Home
You can always come back”

“Pra casa, casa
Você sempre pode voltar”


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Anne Belle

Palavras têm a força do vento

“As palavras têm a força do vento e a força da tempestade.” 
(Victor Hugo)

lundi 8 avril 2013

Primavera Coroada de Flores...



Primavera

Cecília Meireles

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

É primavera... adoro as flores!


Os dias mais quentes estão chegando...
Que venha a todos a primavera, das flores que doam a beleza e o perfume ao universo! A primavera me encanta...
Amor , paz, muitas flores coloridas, lindas... e luz!
Anne Belle

Serenata para Primavera


mercredi 3 avril 2013

A LUZ QUE ILUMINA O NOSSO AMOR

Esta luz que agora emana livre
É como a minha alma
Que liberta
Vai ao encontro da tua...

Esta luz leva consigo
A vontade de liberdade
A sensação de paz
A esperança de uma vivência feliz...

Esta luz brilhante
Que inunda o espaço
Trás junto um aroma de mato
Uma leveza de espírito...

Esta luz reluzente
Como a luz de uma aura de anjo
Me dá a certeza de que viveremos felizes
Nos amando e nos respeitando para sempre!

( Zany Lopes)

mardi 2 avril 2013

Bruxelas / Bruxelles



Nossa segunda viagem a Bélgica foi até Bruxelas. Hospedamos no Hotel Pantone, um hotel boutique, em um lugar muito agradável e estiloso e bem localizado, próximo às estações de metrô e da Avenida Louise, uma rua com lojas muito famosas.  Ficamos surpresos com a beleza da cidade.

 

“Lindão” sempre muito comunicativo, carismático, não há lugar por onde passe que ele não faça uma boa amizade parece até que tem uma marca na testa e todos já o relacionam com a música, com o seu instrumento musical preferido, a viola. Aos primeiros instantes em Bruxelas, as pessoas nos passavam a impressão de distância, frieza, mas qual não foi nossa surpresa ao descobrir que basta puxar algum assunto, e elas imediatamente se mostram curiosas e de um senso de humor maravilhoso. Notamos então, que na verdade os belgas não são frios, mas muito tímidos e muitíssimo educados, escondendo a curiosidade sob a aparência de distância.


Em termos de diversão a cidade não tem muito que oferecer, mas podemos ir a feira livre, incrível como se parece as feiras brasileiras. Deixei “Lindão baratinado” com os tapetes árabes de ótima qualidade, e com chocolates que podemos comprar caixas com chocolates de 30 variedades, um de cada região, e ainda, tomar diversos tipos de chás e experimentar quitutes maravilhosos, além de comer frutas exóticas.  Encontramos também perfumes e bijou que nos encantam pela qualidade e beleza, e tudo muito barato, e lógico, que isso tudo se justifica pela mistura de feirantes comerciam as mercadorias: árabes, portugueses, belgas, entre outros.




Confesso que me surpreendi, fazendo a comparação com Paris. Bruxelas é acolhedora e ao mesmo tempo em que tem o agito de uma grande cidade ela nos dá a impressão de tranquilidade. Por onde passamos nos deparamos com o colorido das flores que adoro jardins com tulipas maravilhosas, como gostaria que os grandes centros brasileiros tivessem esta harmonia que colore as cidades.  Os prédios clássicos e históricos se misturam e se completam com os grandes edifícios contemporâneos.

 



Bruxelas, como a maioria das cidades européias, por onde se anda existem prédios e/ou monumentos turísticos, nos arredores da Plaza Mayor no coração da cidade antiga, onde está localizado o Ayuntamiento e a Casa Del Rey, temos vários pontos turísticos como a Galeries Royales St. Hubert – um dos shoppings mais antigos da Europa e com arquitetura neo-renascentista, a estátua do Manneken Pis, o menino fazendo xixi, o prédio da Bolsa,  o Museu de Instrumentos Musicais e mais a frente o Palácio Real, entre outros. Na Plaza Mayor e seu entorno existem vários bares agradáveis, com mesas ao lado de fora, uma parada para degustação de cervejas, enquanto se observa a beleza local e a movimentação, é a parte bem agitada da cidade, onde temos também a venda de batata frita e os waffles a cada metro, fora as famosas lojas de chocolates, uma tentação maluca.





Em Bruxelas existem alguns pontos turísticos que não ficam no centro da cidade  e não tem metrô por perto, e por isso é melhor utilizar o ônibus turístico e saltar para pegá-lo novamente, sem ter que gastar com táxi. São eles: Atomium, uma escultura construída em 1958 para a Expo 58, tem 103 m de altura, representa um átomo, no entanto ele também funciona como um mirante de onde se vê tudo em Bruxelas, e pagamos uma taxa para subir; e outros, o Castelo Real, a Torre Japonesa e o Pavilhão Chinês, porém são todos bem próximos e dá para saltar em um deles e conhecer o restante caminhando.



Eu e “Lindão” adoramos o passeio, e particularmente não consigo explicar a sensação que Bruxelas me provocou, tanto que descobrimos um hotel maravilhoso, próximo à Bruxelas e ficamos apaixonados, um lugar mágico, e que decidimos retornar em um momento oportuno para desfrutarmos do fascinante Castelo de Limelette, que prometo falar em outro post brevemente.